Nos mares do fim do mundo.

“O mar humaniza, equilibra, lava e redime…é um batismo, um crisma: a gente nasce outra vez. E tudo começa: puros fortes, cheios de graça!... O mar é puro, leal, generoso…cura todas as chagas, lava todas as manchas! Forte e invencível… O mar é imenso e eterno: é a voz e o olhar de Deus. É forte, invencível: destrói o ódio, o ciúme, a inveja…Só consente o amor.”


Excerto do livro "Nos mares do fim do mundo" do nosso grande escritor Bernardo Santareno (1920-1980), pseudónimo literário de António Martinho do Rosário, nascido em Santarém, que integrou a equipa de médicos da frota bacalhoeira portuguesa de 1957 a 1959, nos barcos de pesca "David Melgueiro", "Senhora do Mar" e no navio hospital "Gil Eannes".


A sua experiência no mar serviria de inspiração a muitas das suas obras, como O Lugre, A Promessa e o volume de narrativas Nos Mares do Fim do Mundo.


O navio hospital Gil Eannes, integralmente construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, serviu de apoio à frota bacalhoeira de 1955 a 1973.


Após um período de abandono, o Gil Eannes foi adquirido pela Camara de Viana do Castelo, que o recuperou e transformou num excelente museu e um dos ex-líbris da cidade, tratando-se este de testemunho de um período e atividade importantes da história de Portugal.








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